domingo, 21 de novembro de 2010

Luiz eduardo.

Morre a calmaria. Eu sabia que um dia iríamos chegar ao fim. Quando começamos, isso era claro. Tantas diferenças não deveriam levar a lugar nenhum, como surportaríamos um ao outro desta forma? Mas ao mesmo tempo parecia que seria para sempre. Quem pode compreender corações apaixonados que se envolvem sem nenhum aviso? amores como esses que vem para derrubar mesmo, rasgar a alma e incorporar um pedaço novo a ela, uma outra pessoa. Esse nosso ponto final já era previsto por mim desde o dia em que começamos a namorar, era demais para mim entender que você me amava. Logo depois, foras conhecendo meus defeitos, um a um, e novamente se tornou inacreditável que alguém pudesse amar essas loucuras, esses meus subornos para a felicidade. Eu nunca conseguir ser plenamente feliz ao pensar sempre no final.
É claro que de tudo, um tanto eu me arrependo, e hoje estou aqui, escrevendo um texto de uma história melancólica em uma noite de domingo... domingos, eu sempre odiei domingos, você sabe muito bem.
Durante esses quase dois anos, ou seriam quatro? que estivemos tão juntos e por poucas vezes separados, eu aprendi muita coisa, te ensinei muita coisa, chorei rios e ri para mover montanhas, sempre te amei mas quase sempre vim me preparando para dizer adeus, e ironicamente, hoje, não consigo. Me vesti de amor e dor e achei que sabia das coisas. Achei que era quase uma adulta por causa disso. não sou. Nunca fui. Não amadureci nada desde meus 14 anos, talvez tenha até regredido, a idade nunca me serviu de nada.
Sempre derramei minha frustração e meu desespero em cima de você das mais variadas formas, esperando você se chatear para que eu pudesse te abraçar forte como um pedido de desculpas, sempre fui muito boa em pedir desculpas não foi mesmo? ao contrário de você, que era péssimo com desculpas, mas eu sabia que elas eram verdadeiras quando vinham em palavras doces e uma piada no meio de uma briga.
Será que o nosso relacionamento estava mesmo sufocado? a estrada estava partida? existia realmente um rio sem uma ponte, que precisávamos atravessar sozinhos? eu não sei. Ou será que foi só o amor que esqueceu de continuar? que relapso esse nosso sentimento.
Nunca quis aceitar que nós teriámos de nos separar, mas a hora acabou vindo, e eu não sei como não me preparei quando a vi se aproximar, eu pensei que já estava pronta, mas apenas mais uma vez, me enganei.
Sei que você também sabe sofrer, escrever textos ou chorar não é o seu forte, mas por favor, não quebre nada nem destrua paredes na base de socos. Não deixe sua dor misturar com a raiva, enquanto eu tento não deixar a minha se misturar com o desespero. Apesar de isso ser praticamente impossível.
Eu acho que dormi essa noite, eu acho que tomei banho, acho que vi um filme, não me lembro muito bem, estamos em 2009 ou 2010? me sinto em novembro do ano passado, como se esse ano não tivesse acontecido, e o tempo tivesse congelado lá trás, e aqui estou eu, mesma cama, mesmo quarto, meus rosto embargado de lágrimas grudentas, mesmas músicas, mesmo movimento para tentar esquecer, que no final, nós sabemos não vai adiantar muito. A noite sempre vai vir, e uma hora eu terei que retornar para casa, e tudo vai estar me esperando.
Escrever é uma forma de organizar meus pensamentos, como se eu estivesse dizendo para mim mesma o que é oque, e como eu devo lidar com tudo isso. Não me importo com quem vai ler isso além de você, até parece que ninguém nunca sofreu de amor, e quem não sofreu, vai sofrer. E se não sofrer, passou pela vida se descobrir uma das melhores sensações de estar vivo, amar e ser amado.
Eu só espero que tudo volte pro seu lugar, longe de você, me desculpe por tudo.
Com amor,

Luana.