terça-feira, 9 de novembro de 2010

Laços do coração.

A vida lá fora é imensa.
O chão daqui pra frente faz-se de pedrinhas e pedregulhos... paralelepípedos imensos que nos desafiam a caminhar com equilíbrio sem cair ou fraquejar em momento algum, nós vamos nos segurar.
Daqui pra frente tanta coisa vai mudar... quem vai? quem fica? e quem já foi? cada uma de nós almeja alguma coisa, e por ironia, nenhuma de nós procura o mesmo caminho. Logo nossas manhãs juntas poderão ser contadas nos dedos e a nostalgia vai se infiltrar entre nós, sei que todo mundo vai sentir, mesmo quem não mostra, ou diz que não ficará com saudades.
Logo no início do ano, escrevi um texto aqui neste blog, dizendo que nós erámos como um nó. Como um nó cego na verdade, hoje eu sei que somos mais do que isso, somos um laço. Gracioso e por cima do nó, e isso vale até para aquela que não sabe amarrar o tenis, parebéns você conseguiu fazer um laço na sua vida! haha
Não é um laço perfeito. Nem o mais apertado de todos. Ele corre o risco de se desmanchar a qualquer minuto, restando somente a lembrança... nessa hora enxergamos o nózinho verdadeiro, quem realmente deveria estar lá.
O mundo lá fora é imenso para nós, ele espera pela gente. Aguarda nossos talentos de mais variadas formas e cores, o mundo lá fora nos chama. Todas nós temos sede por isso. Dessa mesinha de um restaurante em um noite de sexta vão sair Engenheiras, Administradoras, Diplomatas, Médicas, Psicólogas, Advogadas e... a saudade. Vão sair sonhos, batalhas, sorrisos, lágrimas, abraços, amores, filhos, casas, caros, dinheeeiro, vitórias e... saudade.
Saudade de um tempo em que todas estávamos juntas, como irmãs, amigas, sócias, parceiras de crime, parceiras do dia-a-dia. Então o tempo vai atropelar isso, e só nos resto cruzar os dedos, fazer todas as figas possíveis para que esse atropelamento não destrua nada. Não destrua nosso laço. A separação será inevitável, mas eu não vou aceitar o esquecimento.
Não esquecem minhas bichinhas, das nossas manhãs jogadas naquelas cadeiras azuis, riscando mesas ou falando alto. implicando com a Isabela, vendo a Maria Helena em tudo, deixando a Rebeca dormir, me vendo fugir da Érika, deixando a Martha reclamar, a Jéssica rindo alto, a Linda enrolando, a Bruninha brilhando, a Gabi sendo... a Gabi! cada nome desse, entre tantos outros, traz uma lembrança, não só uma, uma montueira de lembranças para cada uma que se firmaram para sempre. Agora vão vir as conquistas, vestibular, faculdade, uma carreira. Uma vida, a nossa vida! todas nós queremos seguir no encalço da Bruna, que se adiantou e já começou sua jornada, e logo seremos nós.
Que a vida seja boa e não nos separe, que o tempo cante uma canção boa, uma musica alegre quando nos lembrarmos daquilo que já passou, que a eternidade combine conosco e faça com que essa mesa se reúna sempre e que esteja completa todas as vezes, por mais difícil e impossível que isso possa parecer.
Cada uma de vocês é um pedacinho de mim. Uma parte singela e única, cada uma de vocês foi um anjo na minha terra, que me ensinou algo e vai levar um pedacinho de mim quando partir. Eu ainda quero o Infinito tatuado em mim, porque o infinito é um elo, que se perpetua para a eternidade. Não acaba, não diminue, apenas segue o fluxo em transformação contante.
Eu duvido que alguém se esqueça completamente de tudo que nós já passamos seja em 13 anos ou apenas 1. Nós estivemos juntas, e que isso dure para sempre em nossas memórias.
Eu ainda vou escolher vocês para serem madrinhas dos meus filhos, madrinhas de casamento, minhas visitas, minha pacientes, meus corações, minhas amigas.
Nós somos como um elo, e o nosso lado não é o mais fraco. Não é a aqui que a corda vai quebrar.
Eu amo vocês, e eu nunca vou me esquecer disso.