sábado, 27 de novembro de 2010

Fernanda Young e Eu.


"Eu gosto de carinho . De falar. De estar certa. De quem entende o que eu digo. De quem escuta o que eu penso. Da minha família. Dos meus discos. Dos meus livros. Dos meus cachorros. Da Amy. Do Caio F. Da minha solidãozinha. Dos meus blues. Do meu sofá branco. Da minha casa. Do meu umbigo. Dos lábios com batom vermelho. De homem que sabe ser homem. De noites em claro e dias em branco. De chuva e de sol. Eu guardo as minhas rejeições em vidrinhos rotulados com o nome deles. Eu sou mole demais por dentro pra deixar todo mundo ver. Eu deixo pra quem eu acho que pode comigo. Ninguém sabe. Mas eu tenho coração de moça.''

bee


''De acordo com as leis da aviação, uma abelha não poderia voar de maneira alguma. Suas asas são pequenas de mais para levantar seu corpo gordinho do chão. Mas a abelha, é claro, voa assim mesmo. Porque as abelhas não dão a mínima para o que os humanos acham impossível.”



"Um dia a gente acorda, os livros nos acordam, um anjo nos acorda, e somos avisados: não adianta mais olhar para trás. É ir em frente ou nada."


(Martha Medeiros)

teria?


"No dia em que estiveres muito cheio de incomodações,
imagina que morreste anteontem ...
Confessa: tudo aquilo teria mesmo tanta importância ?"
"O fim à dor se a vontade não pôs, o tempo porá."

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

acts like summer and walks like rain

''Deitei sem conseguir dormir, levantei sem querer sair da cama, tô em pé e com medo de cair. Odeio as fases das decisões importantes. Antigamente eu até que encarava bem. Respirava fundo e tentava não esquecer que, no final das contas, são elas, as decisões importantes, que se tornam as boa histórias do futuro. O problema é que hoje eu acordei de saco cheio do futuro… Preferia ter ganhado do presente a possibilidade de ser covarde em paz e não fazer absolutamente nada. Mas não… como sempre, tá lá meu cérebro bancando o despertador e gritando: Acorda! anda e chega de drama!
E lá vou eu obedecendo, caminhando, as vezes batendo, as vezes apanhando, quase sempre com medo, quase sempre disfarçando.''

quarta-feira, 24 de novembro de 2010



"Mais sábios que os homens são os pássaros. Enfrentam as tempestades noturnas, tombam de seus ninhos, sofrem perdas, dilaceram suas histórias. Pela manhã, tem todos os motivos para se entristecer e reclamar, mas cantam agradecendo a Deus por mais um dia.''

Carta

Os dias vão passando devagarzinho, se arrastando em sua imensidão. As emoções continuam vindo, continuam cofundindo, chove dentro de mim na maioria das vezes, e em outras o sol irradia forte de um sorriso. Quando lembro de você, ou quando esqueço de você. Tenho tido insônia há quase uma semana. Faz quase uma semana, que eu nao durmo direito, que eu me sinto cansada, com olheiras e a dor nas minhas costas só vem piorando, um turbilhão de emoções que pedem para serem vividas ou esquecidas não me deixam dormir. Levanto. Ando pela casa vazia de corpos se movimentando às onze... meia-noite. Não sei bem que horas. Abro a geladeira, bebo água, sento no sofá um pouco, levanto, entro no quarto, coloco um filme, não vejo o filme, pego um cigarro, lembra você. Paranóia delirante. Esqueço temporariamente que sofro. Sorrio até. As vezes da minha dor, ás vezes de saudade e as vezes, simplesmente, sorrio. Rio de mim, e dessa minha bobagem infantil de sofrer por você. Logo, choro também, para aliviar o peito daquela angústia que corroí tudo por dentro. Pego o telefone, olho pra ele, brigo com ele, jogo-o no chão. Tudo bem, eu sei que você está melhorando. Eu posso ouvir na sua voz quando insisto em ligar-te que uma alegria ainda brota em você, talvez nova, talvez velha, mas lá está sua alegria, que eu sempre amei tanto. Sempre quis me inspirar nela. Olho em volta, me procuro, não me encontro, só sei ver você. Droga. Respiro.. respiro fundo pra oxigenar meu cérebro, meu coração. Ele precisa de ar, coitadinho, está meio murcho, meio calmo, meio acelerado, meio machucado. Daí, eu olho o relógio, e ele me diz que já é hora de ir dormir, rezo. Peço que alguém me olhe lá de cima, me oriente lá de cima. Peço por você, peço principalmente, por mim. Deito, impossível dormir, parece que eu acabei de acordar, que o dia só começou, e tudo foi só uma noite sem você, sem sua voz. Mas não, preciso dormir, o barulho do ar faz com que o silêncio pareça uma canção de ninar. Pertubadora. Ouço sua risadinha, seu assobio lá em baixo. Sonhei ou era você? Então, como prova que Deus existe, o sono vem, mesmo que curto. E eu durmo agradecendo por mais um dia ter passado, mais um dia que levou um pedacinho da dor embora. E logo o clarear do dia vai chegar. Claro coração, faço tudo isso por você. Tudo isso pra que tudo passe, e você seja feliz. E assim, eu serei feliz também.

outra vez...

Te desejo uma fé enorme, em qualquer coisa, não importa o que. Como aquela fé que a gente teve um dia.
Me deseja também uma coisa bem bonita, uma coisa qualquer maravilhosa, que me faça acreditar em tudo de novo, que nos faça acreditar em tudo outra vez.


Caio Fernando Abreu

segunda-feira, 22 de novembro de 2010


"A solidão às vezes é tão nítida como uma compainha. Vou me adequando, vou me amoldando. Nem sempre é horrível, às vezes é até bem mansinha. Mas sinto tão estranhamente que o amor acabou."

- Caio F. Abreu

domingo, 21 de novembro de 2010

Luiz eduardo.

Morre a calmaria. Eu sabia que um dia iríamos chegar ao fim. Quando começamos, isso era claro. Tantas diferenças não deveriam levar a lugar nenhum, como surportaríamos um ao outro desta forma? Mas ao mesmo tempo parecia que seria para sempre. Quem pode compreender corações apaixonados que se envolvem sem nenhum aviso? amores como esses que vem para derrubar mesmo, rasgar a alma e incorporar um pedaço novo a ela, uma outra pessoa. Esse nosso ponto final já era previsto por mim desde o dia em que começamos a namorar, era demais para mim entender que você me amava. Logo depois, foras conhecendo meus defeitos, um a um, e novamente se tornou inacreditável que alguém pudesse amar essas loucuras, esses meus subornos para a felicidade. Eu nunca conseguir ser plenamente feliz ao pensar sempre no final.
É claro que de tudo, um tanto eu me arrependo, e hoje estou aqui, escrevendo um texto de uma história melancólica em uma noite de domingo... domingos, eu sempre odiei domingos, você sabe muito bem.
Durante esses quase dois anos, ou seriam quatro? que estivemos tão juntos e por poucas vezes separados, eu aprendi muita coisa, te ensinei muita coisa, chorei rios e ri para mover montanhas, sempre te amei mas quase sempre vim me preparando para dizer adeus, e ironicamente, hoje, não consigo. Me vesti de amor e dor e achei que sabia das coisas. Achei que era quase uma adulta por causa disso. não sou. Nunca fui. Não amadureci nada desde meus 14 anos, talvez tenha até regredido, a idade nunca me serviu de nada.
Sempre derramei minha frustração e meu desespero em cima de você das mais variadas formas, esperando você se chatear para que eu pudesse te abraçar forte como um pedido de desculpas, sempre fui muito boa em pedir desculpas não foi mesmo? ao contrário de você, que era péssimo com desculpas, mas eu sabia que elas eram verdadeiras quando vinham em palavras doces e uma piada no meio de uma briga.
Será que o nosso relacionamento estava mesmo sufocado? a estrada estava partida? existia realmente um rio sem uma ponte, que precisávamos atravessar sozinhos? eu não sei. Ou será que foi só o amor que esqueceu de continuar? que relapso esse nosso sentimento.
Nunca quis aceitar que nós teriámos de nos separar, mas a hora acabou vindo, e eu não sei como não me preparei quando a vi se aproximar, eu pensei que já estava pronta, mas apenas mais uma vez, me enganei.
Sei que você também sabe sofrer, escrever textos ou chorar não é o seu forte, mas por favor, não quebre nada nem destrua paredes na base de socos. Não deixe sua dor misturar com a raiva, enquanto eu tento não deixar a minha se misturar com o desespero. Apesar de isso ser praticamente impossível.
Eu acho que dormi essa noite, eu acho que tomei banho, acho que vi um filme, não me lembro muito bem, estamos em 2009 ou 2010? me sinto em novembro do ano passado, como se esse ano não tivesse acontecido, e o tempo tivesse congelado lá trás, e aqui estou eu, mesma cama, mesmo quarto, meus rosto embargado de lágrimas grudentas, mesmas músicas, mesmo movimento para tentar esquecer, que no final, nós sabemos não vai adiantar muito. A noite sempre vai vir, e uma hora eu terei que retornar para casa, e tudo vai estar me esperando.
Escrever é uma forma de organizar meus pensamentos, como se eu estivesse dizendo para mim mesma o que é oque, e como eu devo lidar com tudo isso. Não me importo com quem vai ler isso além de você, até parece que ninguém nunca sofreu de amor, e quem não sofreu, vai sofrer. E se não sofrer, passou pela vida se descobrir uma das melhores sensações de estar vivo, amar e ser amado.
Eu só espero que tudo volte pro seu lugar, longe de você, me desculpe por tudo.
Com amor,

Luana.

morre a calmaria.

“É a pior morte, a do amor. Porque a morte de uma pessoa é o fim estabilizado, é o retorno para o nada, uma definição que ninguém questiona. A morte de um amor, ao contrário, é viva. O rompimento mantém todos respirando: eu, você, a dor, a saudade, a mágoa, o desprezo – tudo segue. E ao mesmo tempo não existe mais o que existia antes. É uma morte experimental: um ensaio para você saber o que significa a morte, mesmo estando vivo, já que quando morrermos de fato, não saberemos.”

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

A dor que dói mais.

Trancar o dedo numa porta dói. Bater com o queixo no chão dói. Torcer o tornozelo dói. Um tapa, um soco, um pontapé, dóem. Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim. Mas o que mais dói é saudade.
Saudade de um irmão que mora longe. Saudade de uma cachoeira da infância. Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais. Saudade do pai que já morreu. Saudade de um amigo imaginário que nunca existiu. Saudade de uma cidade. Saudade da gente mesmo, quando se tinha mais audácia e menos cabelos brancos. Dóem essas saudades todas.
Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama. Saudade da pele, do cheiro, dos beijos. Saudade da presença, e até da ausência consentida. Você podia ficar na sala e ele no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá. Você podia ir para o aeroporto e ele para o dentista, mas sabiam-se onde. Você podia ficar o dia sem vê-lo, ele o dia sem vê-la, mas sabiam-se amanhã. Mas quando o amor de um acaba, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.

Saudade é não saber.



Martha Madeiros.

Aos meus amores,

''Se você quiser me contar seus segredos
Sou de todo ouvido.
Se os seus sonhos não derem certo,
Estarei sempre lá para você.
Se precisar se esconder,Terá sempre minha mão.
Mesmo se o céu desabar,
Estarei sempre contigo.
Sempre que precisar de um lugar,
Haverá meu canto, pode ficar.
Se alguém quebrar seu coração.
Juntos cuidaremos.
Quando sentir um vazio,
Você não estará sozinha.Se você se perder lá fora,
Te buscarei.
Te levarei prá algum lugar
Se precisar pensar.
E quando tudo parecer estar perdido,
E você precisar de alguém
Eu estarei sempre aqui.''



meu infinito.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

"Uma mulher tem que ter qualquer coisa além da beleza, qualquer coisa de triste, qualquer coisa que chora, qualquer coisa que sente saudade, um molejo de amor machucado, uma beleza que vem da tristeza de se saber mulher, feita apenas para amar, para sofrer pelo seu amor e pra ser só perdão..."

(Vínicius de Moraes)

Me sinto pequena aqui.
Me debruço em lembranças e faço promessas sobre mudanças. Me esforço para romper meu bloqueio mental e conseguir escrever alguma coisa. Qualquer coisa será útil.
Será que você está lendo? Será que você pensa em mim, sobre mim... sobre tudo.
Me pergunto sobre rumos, decisões e escolhas.
Penso em como a loucura e a tristeza andam perto, e como a linha entre elas é tênue e praticamente imperceptível.
Sei que já não caminho sozinha mesmo, então me debruço em minhas incertezas e me jogo no chão para testar a força do impacto.
Me debruço no tempo e espero ele curar qualquer coisa, cicatrizar as feridas, e tornar o terno eterno o mais rápido possível.

Volta pra mim girassol.



''Enquanto houver você do outro lado, aqui do outro eu consigo me orientar.''

"Sempre acreditei que toda vez que a gente entra numa igreja pela primeira vez, vê uma estrela cadente ou amarra no pulso uma fitinha de Nosso Senhor do Bonfim, pode fazer um pedido. Ou três. Sempre faço. Quando são três, em geral, esqueço dois. Um nunca esqueci. Um sempre pedi: amor."

Caio Fernando Abreu

quarta-feira, 17 de novembro de 2010


MARIA HELENINHA!
amo você hihi

“Eu sei e você sabe, já que a vida quis assim
Que nada nesse mundo levará você de mim
Eu sei e você sabe que a distância não existe
Que todo grande amor
Só é bem grande se for triste
Por isso, meu amor
Não tenha medo de sofrer
Que todos os caminhos
Me encaminham pra você…”

terça-feira, 16 de novembro de 2010

“É claro que a vida é boa
E a alegria, a única indizível emoção
É claro que te acho linda
Em ti bendigo o amor das coisas simples
É claro que te amo
E tenho tudo para ser feliz
Mas acontece que eu sou triste…”

Vinicius de Moraes

''All the memories, how can we make it back there, back there... I want be there again.''

domingo, 14 de novembro de 2010






"Vejo os pombos no asfalto
eles sabem voar alto,
mas insistem em catar as migalhas do chão."

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

''Há um pássaro azul no meu coração que quer sair, mas eu sou demasiado duro para ele, e digo, fica aí dentro, não vou deixar ninguém ver-te. Há um pássaro azul no meu coração que quer sair.''

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

21 meses.

"Como é precioso o teu amor e a tua amizade, o teu poder de amenizar as minhas dores, de potencializar as minhas singelas qualidades, de fazer graça pra diminuir a tensão, de me emprestar seus erros pra me poupar de algumas experiências traumáticas e de compartilhar comigo seus sonhos secretos pra me incentivar a sonhar também."
Queria poder te dar um abraço agora, por mais singelo que fosse, por mais rapido que fosse.
Feliz um ano e nove meses, o tempo muda tudo, mas eu nunca vou te apagar de mim <3

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Laços do coração.

A vida lá fora é imensa.
O chão daqui pra frente faz-se de pedrinhas e pedregulhos... paralelepípedos imensos que nos desafiam a caminhar com equilíbrio sem cair ou fraquejar em momento algum, nós vamos nos segurar.
Daqui pra frente tanta coisa vai mudar... quem vai? quem fica? e quem já foi? cada uma de nós almeja alguma coisa, e por ironia, nenhuma de nós procura o mesmo caminho. Logo nossas manhãs juntas poderão ser contadas nos dedos e a nostalgia vai se infiltrar entre nós, sei que todo mundo vai sentir, mesmo quem não mostra, ou diz que não ficará com saudades.
Logo no início do ano, escrevi um texto aqui neste blog, dizendo que nós erámos como um nó. Como um nó cego na verdade, hoje eu sei que somos mais do que isso, somos um laço. Gracioso e por cima do nó, e isso vale até para aquela que não sabe amarrar o tenis, parebéns você conseguiu fazer um laço na sua vida! haha
Não é um laço perfeito. Nem o mais apertado de todos. Ele corre o risco de se desmanchar a qualquer minuto, restando somente a lembrança... nessa hora enxergamos o nózinho verdadeiro, quem realmente deveria estar lá.
O mundo lá fora é imenso para nós, ele espera pela gente. Aguarda nossos talentos de mais variadas formas e cores, o mundo lá fora nos chama. Todas nós temos sede por isso. Dessa mesinha de um restaurante em um noite de sexta vão sair Engenheiras, Administradoras, Diplomatas, Médicas, Psicólogas, Advogadas e... a saudade. Vão sair sonhos, batalhas, sorrisos, lágrimas, abraços, amores, filhos, casas, caros, dinheeeiro, vitórias e... saudade.
Saudade de um tempo em que todas estávamos juntas, como irmãs, amigas, sócias, parceiras de crime, parceiras do dia-a-dia. Então o tempo vai atropelar isso, e só nos resto cruzar os dedos, fazer todas as figas possíveis para que esse atropelamento não destrua nada. Não destrua nosso laço. A separação será inevitável, mas eu não vou aceitar o esquecimento.
Não esquecem minhas bichinhas, das nossas manhãs jogadas naquelas cadeiras azuis, riscando mesas ou falando alto. implicando com a Isabela, vendo a Maria Helena em tudo, deixando a Rebeca dormir, me vendo fugir da Érika, deixando a Martha reclamar, a Jéssica rindo alto, a Linda enrolando, a Bruninha brilhando, a Gabi sendo... a Gabi! cada nome desse, entre tantos outros, traz uma lembrança, não só uma, uma montueira de lembranças para cada uma que se firmaram para sempre. Agora vão vir as conquistas, vestibular, faculdade, uma carreira. Uma vida, a nossa vida! todas nós queremos seguir no encalço da Bruna, que se adiantou e já começou sua jornada, e logo seremos nós.
Que a vida seja boa e não nos separe, que o tempo cante uma canção boa, uma musica alegre quando nos lembrarmos daquilo que já passou, que a eternidade combine conosco e faça com que essa mesa se reúna sempre e que esteja completa todas as vezes, por mais difícil e impossível que isso possa parecer.
Cada uma de vocês é um pedacinho de mim. Uma parte singela e única, cada uma de vocês foi um anjo na minha terra, que me ensinou algo e vai levar um pedacinho de mim quando partir. Eu ainda quero o Infinito tatuado em mim, porque o infinito é um elo, que se perpetua para a eternidade. Não acaba, não diminue, apenas segue o fluxo em transformação contante.
Eu duvido que alguém se esqueça completamente de tudo que nós já passamos seja em 13 anos ou apenas 1. Nós estivemos juntas, e que isso dure para sempre em nossas memórias.
Eu ainda vou escolher vocês para serem madrinhas dos meus filhos, madrinhas de casamento, minhas visitas, minha pacientes, meus corações, minhas amigas.
Nós somos como um elo, e o nosso lado não é o mais fraco. Não é a aqui que a corda vai quebrar.
Eu amo vocês, e eu nunca vou me esquecer disso.

Tempo de um novo tempo.

Hoje é só mais um dia. Um dia desses em que se tem um tempo vazio para pensar em alguma coisa, e eu gostaria de pensar sobre isso. Gostaria de refletir sobre os setores da minha vidinha meio estática, ainda mais agora, que nos encontramos tão perto de fim de uma grande fase, um ciclo de nossas vidas que se renovou por mais ou menos 17 anos acaba dentro de 16 dias, como mudar então? como persistir na mudança e se adequar a uma pá de coisas novas, pessoas novas, horários novos, o movimento da vida é novo agora.
De acordo com o plano, eu deveria escrever um texto sobre isso, mas outras mudanças vieram e isso não aconteceu, outra pessoa fará em meu lugar agora, e eu me pergunto, que arma ou meio usarei para dar meu próprio ponto final à esse ano que fecha todo esse ciclo, todo esse tempo? não sei como.
Logo virão viagens, graças a Deus, hora de fugir um pouco, a rotina sufoca, estressa, e logo um avião me salva disso tudo, será? Viagens que vão trazer saudades, e logo em seguida vem outra que põe em jogo até meu relacionamento de quase dois anos, como saberei se estou andando mesmo no caminho certo? eu não sei.
Ouvir sobre as Incertezas de alguém, me fez pensar nas minhas próprias. Minhas incertezas, meus medos em uma mistura clara e incomum dentro do meu coração me fazem pensar em uma forma de me adaptar. É preciso mudar.
Tempos de renovação nem sempre são a coisa mais fácil do mundo, dar uma ''repaginada'', como diz a minha mãe, é mais difícil do que parece. É mais do que cortar o cabelo, voltar a malhar ou viajar. Isso são só pontos, e todos esses pontos são apenas pontos de partida. e o resto da caminhada? Como fica então?
Acredito que sentir essa insegurança agora é algo comum, não que todos sintam, porque a maioria tem um plano certo ou um ''queijo'' para buscar daqui pra frente, eu começo a pensar de verdade que talvez meu ''queijo'' seja encontrar esse tal ''queijo'', e buscá-lo então com todas as minhas forças, mas até que esse dia venha eu continuo sentindo um aperto no peito, que eu acredito que se traduz em um medinho desse desconhecido que ainda está por vir.
Como encarar um primeiro dia de aula? logo eu, que nunca estive em outro colégio? Não sou a pessoa mais fácil para fazer amizades, sou tímida e introspectiva de primeira vista, meus assuntos se resumiriam em perguntas corriqueiras e em pensamentos sobre como minha antigas amigas de classe agiriam se estivessem ali comigo. Nós provavelmente riríamos de pessoas estranhas e cantaríamos ou coreografaríamos alguma música. Eu ia adorar tê-las no meu dia-a-dia para sempre. Mas isso não vai acontecer.
O tempo vai correr, o mundo que, como diz um amigo meu, está dando voltas mais curtas agora causa nosso envelhecimento precoce. Cabe á nós então agarrar oque temos ou abrir braços para o que virá?
Bem, parece realmente que o resto da caminhada é tão incerto como o agora.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

elope with me in private...


Elope with me, Miss Private, and we'll sail around the world
I will be your Ferdinand and you my wayward girl
How many nights of talking in hotel rooms can you take?
How many nights of limping round on pagan holidays?
Oh, elope with me in private and we'll set something ablaze
A trail for the devil to erase...

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

''Hoje não faz tanto frio, apenas chove dentro de mim! Sinto o calor do meu corpo, ainda vivo, fazer evaporar o dilúvio calmamente. Transbordo pelos poros, pelas lágrimas e pelas órbitas ainda doloridas. Acho que preciso transpor as barreiras do infinito e chegar a lugar nenhum. Talvez lá o sol tenha a cor daquela flor que morreu em cima da mesa por falta de calor, água e amor. Vejo um beija-flor solitário, acredito que ele espera encontrar sua flor preferida. Provavelmente a finada flor, a preferida, está no vaso sob a mesa compondo o ambiente com sua natureza morta. Pelo menos ele voa. E eu? Vejo as flores morrerem. Outras nascerem. Mas o sol ainda não mudou de cor. Ou será que mudou e eu não percebi? Talvez, esquecer das coisas simples da vida é muito simples mesmo! Perceber que o simples começa a aparecer quando dá lugar ao complexo. É, acho que agora está tudo claro, mas não vou colocar óculos escuros. O que menos preciso é de ver tudo cinza! Isso, meu bem, é coisa de quem vive em preto e branco. Eu quero mesmo é viver no colorido, no bater asas, no evaporar, no sentir, no andar, no gozar interminávelmente e no amar, mesmo que ele chore de vez em quando...''

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Bob


To be without a home
Like a complete unknown
Like a rolling stone?

Pecado Capital.

Preguiça realmente é um pecado?
Neste momento eu tenho um milhão de coisas que poderia ou deveria estar fazendo. Mas não estou, estou aqui, ouvindo minhas músicas... tentando ouvir meus pensamentos... observando a chuva que cai lá fora e desce em pequenos pedaços de céu pela minha janela tão lentamente quanto eu me levanto para olhar mais de perto.

Ás vezes, sou tão devagar que imagino se seria possível parar. Eu ando num movimento constante e ao mesmo tempo, estagnado. Meu estado de inércia é alguma vezes, pertubador. Minha mãe, por exemplo, sofre com isso, acho que ela seria capaz de me abandonar na rua se eu fosse mais devagar, reclamações sobre meu andar, e cara de sono são constantes por aqui, sim, minha preguiça e motivo de discussão nessa casa.

Infelizmente, tem coisas na vida que todos vemos como defeituosas, algo que precise de concerto para uns pode estar em ótimo estado para outros, e eu me sinto muito bem no meu mundo que se move à 10Km/h, então sinto muito meus livros, mas a chuva cai linda lá fora, e minha cama me parece extremamente macia.





Pode ser a preguiça um pecado, mas é um pecado muito confortável.



''Far away there in the sunshine are my highest aspirations. I may not reach them, but I can look up and see their beauty, believe in them, and try to follow where they lead''
I'm follow your track...

love, fall.

''Do you ever put your arms out and spin really, really fast?
Well, that’s what love is like. It makes your heart race. It turns the world upside down. But if you’re not careful, if you don’t keep your eyes on something still, you can lose your balance. You can’t see what’s happening to the people around you. You can’t see that you’re about to fall.''


and I'm just about to fall in somewhere wrong...

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Flores eternas.

Hoje é dia dos finados. Mais um feriado meramente comercial para os vendedores de velas e floriculturistas, um feriado que na verdade não diz muito. No dia de finados eu não sinto a menor vontade de ir ao cemitério colocar uma mera flor, o dia de hoje quase que não desperta nada de especial. Só é mais triste para quem esquece de sentir saudade nos outros dias... Para aqueles que esqueceram seus queridos que já partiram. Talvez seja esse o propósito do feriado de luto, para quem já esqueceu, poder lembrar que perdeu alguém.

Mas eu, eu nunca esqueço, eu sinto saudades todos os dias e o meu luto pessoal é eterno. Dia 2 de novembro não traz muita coisa em especial, talvez uma lágrima pequena a mais ou a menos, que nem importa tanto, eu amo vocês e sinto essa falta todos os dias, minhas flores para vocês são eternas.


''Tenho sido feliz, mas sempre penso em vocês.''

“Quando eu ligo, é porque estou sentindo sua falta. Quando eu não ligo, é porque estou esperando você sentir a minha.”

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

you've got me.


''Farei o possível para não amar demais as pessoas, sobretudo, por causa das pessoas. Às vezes o amor que se dá pesa, quase como uma responsabilidade na pessoa que o recebe. Eu tenho essa tendência geral para exagerar, e resolvi tentar não exigir dos outros senão o mínimo. É uma forma de paz... ''