quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Izabella Manso.

Pequena, como você cresceu.
Tenho certeza que um dia você já foi pequena sob meus olhos mas então o tempo, em todo seu espaço de ingratidão e retribuição, passou, e levou sua ''pequenez'' embora.
Hoje os tempos mudaram, eu cresci, você cresceu. Nossas brincadeiras de infância ficaram para trás, tão longe, parece que foi em outra vida... outro tempo... em outro lugar, com outras pessoas.

Lembro-me tão bem quando você nasceu. tão pequena, tão roxinha, eu queria entrar no cercadinho também, ora. Imagine como eu tinha ciúmes. Nos meus plenos 4 anos não conseguia decidir se ter uma irmã era bom ou ruim pra mim. A vida me mostrou, como foi bom ter crescido com você pra dividir minha infância e meus sonhos.

Lembra Izabella, daquelas bonecas? que ocupavam nossas tardes com todas as falas que eu poderia inventar para elas? e vc observava, ria, e eu gostava. Gostava de te ver sorrir daquele jeito, inocente e de verdade. Sinto falta de te ver sorrir pra mim. Você ainda sabe sorrir
daquela forma? Pois eu acho que não sei mais as falas paras as bonecas.
Lembra do Pinocchio? Do seu primeiro dia com a farda do Martha? Meu sonho era lanchar junto contigo, no mesmo horário, afinal nunca nos encontrávamos e me doía escutar que as vezes vc lanchava sozinha. Eu queria participar, mas justo no ano em que isso ia acontecer você saiu de lá, nem me contou direito como era a escola nova, que a propósito eu não conheço até hoje.

Lembra quando eu dormia no chão do teu quarto? em um colchãozinho que hoje com certeza eu não caberia mais e morreria de dor nas costas! os domingos comendo churrasco, e quando você implorava pra eu ir pra piscina pra brincarmos de tubarão, e raramente eu ia, mas ia só pra te fazer feliz. Brincávamos nesses dias até cansar, com nossos biquínis iguais, até dar fome na mamãe. Faz tanto tempo não faz?

e em Fortaleza? as férias de todo ano deixaram lembranças infinitas se você parar para pensar. Aquela montanha russa de 1 metro e meio que vc adorava, quando eu passava mal no avião e os sanduíches escondidos no Beach Park. Aqueles caixotes na areia e o medo de ir ''para o fund
o''. E como eu poderia esquecer? a vez que vc se perdeu no supermercado?! ainda bem que eu te achei. As caixas da minha avó durante o natal, e todos os seus aniversário com os mais variados bolos e tipos de festa. Todos nós, junto naquele tempo, não sabíamos como ia fazer falta hoje não é mesmo?

Todas as nossas viagens, tantas lembranças, o dedinho da mamãe, os enjoôs no carro, eu mordendo minha língua, o vovô caindo em porto de galinhas, papai batendo a cabeça no teto pra pendurar balões pra você. Sempre houveram acidentes nesses percursos que hoje só trazem risadas boas. E o pinto, os peixes, as tartarugas e então, quando a Cléozinha chegou? Lembranças maravilhosas que são nossas, só nossas.

Sempre te invejei quando te via andar de bicicleta, nunca aprendi como você. Nunca brinquei de manja esconde e nem tive amigos no condomínio. Você tem uma parte que eu nunca tive, e me completa em te ver tendo isso.

Existe nessa vida tantas coisas que eu sempre quis dizer para você bebezinha, mas nunca disse.
Me perdoe, eu não consigo.
Me perdoe quando te peço pra sair do meu quarto de tarde, acredite, eu tenho vontade de ir atrás de ti e te trazer de volta, mas eu simplesmente não faço isso.
Me perdoe por não te ouvir tudo, mas acredite, eu estou ouvindo tudo oq eu posso, e prestando toda atenção do mundo, acredite ou não.
Me desculpe pelas brigas, pelas faltas, pela ausência, eu não queria, nunca quero, mas acontece.

Você está crescendo agora, vai chegar em uma fase difícil da sua vida em que tudo vai parecer fora do lugar, sei que provavelmente você não vai vir me procurar para conversar, terá suas amigas pra isso, mas eu só queria dizer que eu também sou amiga, eu também já passei por aí, e por incrível que pareça eu sei conversar e posso te ajudar. 14 anos não é brincadeira não.

Cuide dos seus sonhos, não confie muito nas pessoas, elas tem a tendência a trair, mas confie na sua família. Família é a coisa mais importante que a vida nos dá, e a nossa é pequena, mas nunca vai faltar nada. Cuida de ti e dos teus sonhos, não deixe-os para trás, lembra deles e dos teus amigos, conta os verdadeiros nos dedos da mão e os sonhos no coração. eles vão estar por aqui também. e eu espero mesmo fazer parte disso tudo. Bem no centro, na barriga do Snoppy, lá eu vou estar. Pode ser até a casa, eu não me importo tá?!



Papai do céu sabe o quanto eu amo você, como eu amo que chega a doer algumas vezes.
Dói amar. dói ser diferente e ter que brigar. Mas eu te amo com todas as forças desse mundo e nunca deixaria alguém te fazer mal.

Mudanças vão vir, e eu vou estar aqui pra você, e nós juntas ainda vamos percorrer muito, não esqueça que nós temos uma outra irmãzinha, e vc vai aprender como é ser irmã mais velha. E como todos nós precisamos que alguém que cuide de nós como um irmão mais velho.

Eu chorei escrevendo isso, meu nariz escorreu e meu ouvido estalou, e logo você vai vir aqui me dar boa noite e ver se minha janela está fechada, espero estar acordada ainda pra te dizer que te escrevi uma carta de coração, que pode ser relida sempre. Relei-a isso sempre, pra vc saber, que sua irmã te ama. E te ama muito, pra todo o sempre.


E essa foto não tá horrível, tá linda.

o dia do curinga.


''Disparo contra o sol sou forte, sou por acaso, minha metralhadora cheia de mágoas. O tempo não pára.''

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

still seventeen



''Exagerada toda a vida: minhas paixões são ardentes; minhas dores de cotovelo, de querer morrer; louca do tipo desvairada; briguenta de tô de mal pra sempre; durmo treze horas seguidas; meus amigos são semi-irmãos; meus amores são sempre eternos e meus dramas, mexicanos!?''
Clarice Lispector

Me encontrei mais de uns tempos pra cá, deixei pra lá muita coisa, e revivi oque eu precisei, de tempos em tempos, mudo. Desfaço, e logo, refaço.
Acho que começo a me orgulhar de cada pedacinho de mim.
E finalmente encontrei um arrependimento na minha vida.
Logo a chamada infância fica pra trás. Será que eu encontrarei mais? Isso, pouco importa agora.


"Desassossegados do mundo correm atrás da felicidade possível, e uma vez alcançado seu quinhão, não sossegam: saem atrás da felicidade improvável, aquela que se promete constante, aquela que ninguém nunca viu, e por isso sua raridade.

Desassossegados amam com atropelo, cultivam fantasias irreais de amores sublimes, fartos e eternos, são sabidamente apressados, cheios de ânsias e desejos, amam muito mais do que necessitam e recebem menos amor do que planejavam.

Desassossegados pensam acordados e dormindo, pensam falando e escutando, pensam antes de concordar e, quando discordam, pensam que pensam melhor, e pensam com clareza uns dias e com a mente turva em outros, e pensam tanto que pensam que descansam."


Martha Medeiros.

"Sou complexa, sou mistura. Sumo, surto, vou embora, apareço do nada. Odeio a falta de oxigênio das obrigações, encurto conversas bestas, estendo um bom drama. Me perco, me procuro e me acho. E quando necessário, enlouqueço e deixo rolar. Não me dôo pela metade, não sou tua meio amiga nem teu quase amor. Ou sou tudo ou sou nada. Não suporto meio termos. Sou isso hoje, amanhã já me reinventei."

Isabelle Duarte

"Lembro-me de levantar ao amanhecer. Havia tamanha sensação de possibilidades, sabe essa sensação? Eu me lembro de ter pensado: 'Este é o inicio da felicidade. É aqui que começa. E, sem dúvida, sempre haverá mais'. Nunca me ocorreu que não era o começo. Era felicidade. Era o momento. Naquele exato momento."

[As Horas]

é tão bom nos encontrar em um texto.

"Eu sou lúcida na minha loucura, permanente na minha inconstância, inquieta na minha comodidade.
Pinto a realidade com alguns sonhos, e transformo alguns sonhos em cenas reais.
Choro lágrimas de rir e quando choro pra valer não derramo uma lágrima.

Amo mais do que posso e, por medo, sempre menos do que sou capaz. Busco pelo prazer da paisagem e raramente pela alegre frustração da chegada. Quando me entrego, me atiro e quando recuo não volto mais. Mas não me leve a sério, sei que nada é definitivo. Nem eu sou o que penso que eu sou. Nem nós o que a gente pensa que tem.

Prefiro as noites porque me nutrem na insônia, embora os dias me iluminem quando nasce o sol. Trabalho sem salário e não entendo de economizar. Nem de energia. Esbanjo-me até quando não devo e, vezes sem conta, devo mais do que ganho. Não acredito em duendes, bruxas, fadas ou feitiços. Não vou à missa. Nem faço simpatias. Mas, rezo pra algum anjo de plantão e mascaro minha fé no deus do otimismo. Quando é impossível, debocho. Quando é permitido, duvido.

Não bebo porque só me aceito sóbria, fumo pra enganar a ansiedade e não aposto em jogo de cartas marcadas. Penso mais do que falo. E falo muito, nem sempre o que você quer saber. Eu sei. Gosto de cara lavada — exceto por um traço preto no olhar — pés descalços, nutro uma estranha paixão por camisetas velhas e sinto falta de uma tatuagem no lado esquerdo das costas.


Mas há uma mulher em algum lugar em mim que usa caros perfumes, sedas importadas e brilho no olhar, quando se traveste em sedução.

Se você perceber qualquer tipo de constrangimento, não repare, eu não tenho pudores mas, não raro, sofro de timidez. E note bem: não sou agressiva, mas defensiva. Impaciente onde você vê ousadia. Falta de coragem onde você pensa que é sensatez.

Mas mesmo assim, sempre pinta um momento qualquer em que eu esqueço todos os conselhos e sigo por caminhos escuros. Estranhos desertos. E, ignorando todas as regras, todas as armadilhas dessa vida urbana, dessa violência cotidiana, se você me assalta, eu reajo."

Arnholdt

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

?


“Quero sempre o voo mais alto, a vista mais bonita, o beijo mais doce. Tenho um coração que quase me engole, uma força que nunca me deixa e uma rebeldia que às vezes me cega. Não gosto de café morno, de conversa mole, nem de noite sem estrela. Sou bem mais feliz que triste, mas às vezes fico distante. E me agarro no meu sentir porque, no fundo, só meu coração sabe. E esse mesmo coração que me guia e não quer grades nem cobranças, às vezes me deixa sem rumo, com uma interrogação bem no meio da frase: O que eu quero mesmo?...''


Fernanda Mello

sábado, 18 de setembro de 2010

O que é o amor?

O amor para as crianças. Eu tenho certeza que elas sabem bem mais do que os adultos...

Respostas:

“Amor é quando alguém te magoa, e você, mesmo muito magoado, não grita, porque sabe que isso fere seus sentimentos” - Mathew, 6 anos

“Quando minha avó pegou artrite, ela não podia se debruçar para pintar as unhas dos dedos do pé. Meu avô, desde então, pinta as unha para ela. Mesmo quando ele tem artrite” - Rebecca, 8 anos

“Eu sei que minha irmã mais velha me ama, porque ela me dá todas as suas roupas velhas e tem que sair para comprar outras” - Lauren, 4 anos

“Amor é como uma velhinha e um velhinho que ainda são muito amigos, mesmo conhecendo há muito tempo” - Tommy, 6 anos

“Quando alguém te ama, a forma de falar seu nome é diferente” - Billy, 4 anos

“Amor é quando você sai para comer e oferece suas batatinhas fritas, sem esperar que a outra pessoa te ofereça as batatinhas dela” - Chrissy, 6 anos

“Amor é quando minha mãe faz café para o meu pai e toma um gole antes, para ter certeza que está do gosto dele” - Danny, 6 anos

“Amor é o que está com a gente no natal, quando você pára de abrir os presentes e o escuta” -Bobby, 5 anos

“Se você quer aprender a amar melhor, você deve começar com um amigo que você não gosta. - Nikka 6 anos.

“Quando você fala para alguém algo ruim sobre você mesmo e sente medo que essa pessoa não venha a te amar por causa disso, aí você se surpreende, já que não só continuam te amando, como agora te amam mais ainda” - Samantha , 7 anos

“Há dois tipos de amor, o nosso amor e o amor de deus, mas o amor de deus junta os dois” - Jenny, 4 anos

“Amor é quando mamãe vê o papai suado e mal cheiroso e ainda fala que ele é mais bonito que o Robert Redford” - Chris, 8 anos

“Durante minha apresentação de piano, eu vi meu pai na platéia me acenando e sorrindo. Era a única pessoa fazendo isso e eu não sentia medo” -Cindy, 8 anos

“Não deveríamos dizer eu te amo a não ser quando realmente o sintamos. e se sentimos, então deveríamos expressá-lo muitas vezes. As pessoas esquecem de dizê-lo” - Jessica, 8 anos

“Amor é se abraçar, amor é se beijar, amor é dizer não” - Patty, 8 anos

“Amor é quando seu cachorro lambe sua cara, mesmo depois que você deixa ele sozinho o dia inteiro” - Mary Ann, 4 anos

“Deus poderia ter dito palavras mágicas para que os pregos caíssem do crucifixo, mas ele não disse isso. Isso é amor” - Max, 5 anos”.

lembranças...

Raspe o preto das nuvens e as torça até chover fininho e colorido outra vez. Que por baixo, tem sempre um arco-íris pomposo pra espiar.



Por dentro de nós sempre estão as nuvens, a escuridão, recheada e camuflada de luz. Não me olhe escuro, porque eu não quero enxergar você.

"A Flor é sem porquê, floresce por florescer, não olha para si mesma, nem pergunta se alguém a vê!"

então que eu me permita ser flor. Amém.

Nasce o drama...


“Tem que ter drama.
Se não tiver drama, eu faço acontecer o drama.
Por isso deve ser tão difícil conviver comigo, quem sabe?
Pra mim, quanto mais dramático, mais bonito.”

- Tavare


"Os sensíveis sofrem mais, mas amam mais e sonham mais".

- Augusto Cury

domingo, 12 de setembro de 2010


"A saudade é uma tatuagem na alma. Só nos livramos dela perdendo um pedaço de nós."

Mia Couto

Eu não minto...

“Olhe, não fique assim não, vai passar. Eu sei que dói. É horrível. Eu sei que parece que você não vai agüentar, mas agüenta. Sei que parece que vai explodir, mas não explode. Sei que dá vontade de abrir um zíper nas costas e sair do corpo porque dentro da gente, nesse momento, não é um bom lugar para se estar. (Fernando Pessoa escreveu, num momento parecido, “hoje não há mendigo que eu não inveje só por não ser eu”).

Dor é assim mesmo, arde, depois passa. Que bom. Aliás, a vida é assim: arde, depois passa. Que pena. A gente acha que não vai agüentar, mas agüenta: as dores da vida.

Pense assim: agora tá insuportável, agora você queria abrir o zíper, sair do corpo, encarnar numa samambaia, virar um paralelepípedo ou qualquer coisa inanimada, anestesiada, silenciosa. Mas agora já passou. Agora já é dez segundos depois da frase passada. Sua dor já é dez segundos menor do que duas linhas atrás. Você acha que não, porque esperar a dor passar é como olhar um transatlântico no horizonte estando na praia. Ele parece parado, mas aí você desvia o olho, toma um picolé, lê uma revista, dá um pulo no mar e quando vai ver o barco já tá lá longe. A sua dor agora, essa fogueira na sua barriga, essa sensação de que pegaram sua traquéia e seu estômago e torceram como uma toalha molhada, isso tudo – é difícil de acreditar, eu sei – vai virar só uma memória, um pequeno ponto negro diluído num imenso mar de memórias. Levante-se daí, vá tomar um picolé, ler uma revista, dar um pulo no mar.

Quando você for ver, passou. Agora não dá mesmo pra ser feliz. É impossível. Mas quem disse que a gente deve ser feliz sempre? Isso é bobagem. Como cantou Vinícius: “É melhor viver do que ser feliz”. Porque pra viver de verdade a gente tem que quebrar a cara. Tem que tentar e não conseguir. Achar que vai dar e ver que não deu. Querer muito e não alcançar. Ter e perder. Tem que ter coragem de olhar no fundo dos olhos de alguém que a gente ama e dizer uma coisa terrível, mas que tem que ser dita. Tem que ter coragem de olhar no fundo dos olhos de alguém que a gente ama e ouvir uma coisa terrível, que tem que ser ouvida.

A vida é incontornável. A gente perde, leva porrada, é passado pra trás, cai. Dói, ai, eu sei como dói. Mas passa. Tá vendo a felicidade ali na frente? Não, você não tá vendo, porque tem uma montanha de dor na frente. Continue andando. Você vai subir, vai sentir frio lá em cima, cansaço. Vai querer desistir, mas não vai desistir, porque você é forte e porque depois do topo a montanha começa a diminuir e o unico jeito de deixá-la pra trás é continuar andando. Você vai ser feliz. Tá vendo essa dor que agora samba no seu peito de salto de agulha? Você ainda vai olhá-la no fundo dos olhos e rir da cara dela. Juro que tô falando a verdade. Eu não minto. Vai passar.''

Antônio Prata

eu agora.

Em cada noite dessas eu concretizo mais um errinho meu.
Algo errado da minha parte para com a minha vida, eu mesma me machuco, me deixo levar e me sentencio. Sei que não faz bem pro meu peito arriscar tanta coisa. Deixar palavras subentendidas é o meu forte. Mas saiba que todas as vezes eu penso em você, e penso o que você pensaria de mim... Nem eu sei o que penso de mim agora.

''Acho que devemos fazer coisa proibida – senão sufocamos. Mas sem sentimento de culpa e sim como aviso de que somos livres.''

[Clarice Lispector]

sábado, 11 de setembro de 2010

''Não pense que o mundo acaba
Ali onde a vista alcança
Quem não ouve a melodia
Acha maluco quem dança
Se você já me explicou
Agora muda de assunto
Hoje eu sei que mudar dói
Mas não mudar dói muito
(...)
A natureza não precisa de arte
O amor não precisa do poeta
Às vezes, é o porto que parte
E é o alvo que procura a seta
Talvez seja filosofia
Talvez seja falta de assunto
Mas não há quem dirá (quem diria)
A verdade só, só junto
Que junto a verdade aparece
E ser só metade é ser só
E só quem amou sabe disso
Gigante olha a pedra e vê pó''

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

setembro...

"Não importa quanto tempo já se passou: eu sou a mesma, o amor é o mesmo, e a esperança."


(Lya Luft)



Bom, a primeira parte, é verdade. ''Não importa quanto tempo já se passou...''
Mas a segunda não me convém, definitivamente não sou a mesma, e de certa forma, o amor é o mesmo, apenas inflado, inchado e muito mais gordo e em parte dos casos, anda acorrentado com a Saudade. Mas se comporta a esperança, que de verdade sempre foi a mesma, apenas mais presente enquanto estive ao seu lado, e imaginando que precisaria dela pra me encontrar com vocês depois.
Obrigado por terem estado por perto,

Amo vocês.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

a força de dentro.


''Se amanhã o que eu sonhei não for bem aquilo, eu tiro um arco-íris da cartola. E refaço. Colo. Pinto e bordo.
Porque a força de dentro é maior. Maior que todo mal que existe no mundo. Maior que todos os ventos contrários. É maior porque é do bem. E nisso, sim, acredito até o fim.''


''Aqueles que amamos nunca morrem, apenas partem antes de nós.''




domingo, 5 de setembro de 2010

Caio F. sobre mim...

''Estou me transformando aos poucos num ser humano meio viciado em solidão. E que só sabe escrever. Não sei mais falar, abraçar, dar beijos, dizer coisas aparentemente simples como “eu gosto de você”. Gosto de mim. Acho que é o destino dos escritores. E tenho pensado que, mais do que qualquer outra coisa, sou um escritor. Uma pessoa que escreve sobre a vida – como quem olha de uma janela – mas não consegue vivê-la.

Amo vocês como quem escreve para uma ficção: sem conseguir dizer nem mostrar isso. O que sobra é o áspero do gesto, a secura da palavra. Por trás disso, há muito amor. Amor louco – todas as pessoas são loucas, inclusive nós; amor encabulado – nós, da fronteira com a Argentina, somos especialmente encabulados. Mas amor de verdade. Perdoem o silêncio, o sono, a rispidez, a solidão. Está ficando tarde, e eu tenho medo de ter desaprendido o jeito. É muito difícil ficar adulto...''
‘’Eu ri, mas senti meu coração partido. ‘’Vou sentir saudades’’, disse.

‘’Também vou sentir saudades.’’

‘’Você não parece muito triste com isso.’’

‘’É porque já chorei por causa disso lembra? Além do mais, não é que eu nunca mais vá ver você. Finalmente percebi isso. Sim, vai ser difícil, mas o tempo passa rápido: vamos nos reencontrar, eu sei. Eu sinto. Assim como sinto o quanto você se importa comigo e o quanto eu te amo. Sinto no meu coração que não acabou, e que vamos superar isso. Muitos casais conseguem. E os que não conseguem é porque não têm o que nós temos.’’

Trecho do livro: ‘’Querido John’’ de Nicholas Sparks.