quarta-feira, 14 de julho de 2010

Filha de pato, patinho é.

Não sei não, a noite está meio fria lá fora.
a minha janela se embaça um pouquinho, só o suficiente pra eu desenhar corações que logo vão desaparecer, que, ao contrário dos que eu desenho no box do banheiro, não reaparecem.
O tempo muda de frio pra quente, e leva meus coraçõesinhos embora. Ainda bem que são só os desenhados (ou não.)
Amanhã vou dar ''boa viageem'' pra alguém que vai pegar um avião em busca de novas aventuras, e um novo amor. São poucos dias de viagem, mas basta alguns minutos para vivermos uma grande e terrível aventura que vamos nos lembrar pro resto de nossas vidas.
Logo receberei eu ''boa viagem'' e eu sim estarei partindo, em busca das minhas aventuras e espero eu, não de um amor novo, vou estar bem feliz com o velho mesmo. Mas é assim, a vida se segue.
O Brasil perdeu a copa, e as nossas vuvuzelas pararam, logo estávamos torcendo pela Espanha e a copa acabou e novamente as vuvuzelas foram aposentadas mais uma vez, usadas somente para aperriar os outros ou acordar aquele distraído que dormiu no sofá. A vida seguiu sem dó para o pranto dos brasileiros e depois do holandeses.
Todos os dias eu leio um blog de uma menina de algum lugar deste nosso Brasil que escreve para alguém que ela ama e a deixou. Todos os dias incansavelmente ela escreve, e eu, incasavelmente leio. Leio, e depois reflito, como a vida é fria e dura. Nos ensina de qualquer jeito.
E depois segue em frente.
São três horas da manhã e ontem eu estava bem feliz essa hora vendo ''Chuck, o boneco assassino'' na televisão, mas hoje eu não tenho nada pra fazer, e logo a vida vai me passar pra trás.
Mudanças, sistemáticas ou não, acontecem, são necessárias, vão vir, e nossa vontade não importa de verdade pra tudo aquilo que está fora do nosso alcance. obviamente.
Sendo assim, só nos resta rezar para que tudo no futuro dê certo, e que cada um que busque novas aventuras para si, seja abençoado por ter coragem de tentar.

Não é todo mundo que tem coragem de arrumar as malas e rumar para os braços de alguém meio desconhecido em outro estado. Eu não sei se teria essa coragem.
Eu mal tenho coragem de apagar meus corações ou de desenhar outra coisa. Prefiro deixar que o tempo e as estações façam seu trabalho.

Eu te amo, boa viagem.